Volume 3 Número 115.11.2009
Editores Sergio Capparelli | Maria da Glória Bordini | Regina Zilberman

ISSN 1982-9434

A poesia infantil no meio do redemoinho

A revista eletrônica de poesia infantil Tigre Albino, no 7 já está em rede, disponível para os seus leitores. Ela entra em seu terceiro ano de existência, trazendo artigos, entrevistas relatos de experiências de educadores e uma apresentação do que tem de bom no campo editorial para crianças e jovens.


A presente edição traz um texto de Maria da Glória Bordini, sobre o que é e para que serve a poesia infantil, a partir de suas expressões populares e cultas. Segundo Bordini, esse tipo de poesia serve de apoio para a criança se desenvolver e se situar no mundo, nesse caminho quase sempre doloroso que é se distanciar das asas protetoras dos pais.

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Tigre Inquieto, ponto forte do  periódico, publica artigos sobre algum aspecto particular da poesia para crianças Poesia e sensibilidade infantil

Maria da Glória Bordini, UFRGS

Este artigo da professora e pesquisadora do CNPq Maria da Glória Bordini constitui o segundo capítulo de seu livro hoje esgotado Poesia Infantil, publicado pela Editora Ática. Discute formas populares e cultas da poesia para crianças em termos das relações que podem estabelecer com o corpo e a mente infantis, privilegiando aspectos da sensibilidade estética. Maria da Glória Bordini, Doutor em Letras/Teoria da Literatura pela PUCRS, foi professora titular de Teoria da Literatura nessa mesma instituição, e hoje leciona no Programa de Pós-Graduação em Letras da UFRGS como professora convidada, nas áreas de Literatura Brasileira e Literatura Portuguesa e Luso-Africanas.

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Tigre Inquieto, ponto forte do  periódico, publica artigos sobre algum aspecto particular da poesia para crianças Poesia em 4 tempos e 1 efeito

Ana Munari, doutoranda em Letras pela PUCRS

Ana Munari, doutoranda em Teoria da Literatura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e bolsista CAPES, busca em Derrida, Jauss e na Estética da Recepção uma forma de se aproximar da fruição do texto Poesia em 4 tempos, de Marina Colasanti. Ela inicia sua reflexão dizendo que a moça tecelã tramou seu tecido, mas quando leu a textura, desteceu-o”. E neste texto, também Ana Munari destece o texto, reafirmando-se também tecelã, só que crítica. Como autora de seu texto crítico, igualmente se vê no texto, mas no seu tear há lugar para o leitor, na perspectiva da Estética da Recepção.

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Tigre Inquieto, ponto forte do  periódico, publica artigos sobre algum aspecto particular da poesia para crianças A imagem do trabalho em Poesias infantis, de Olavo Bilac: uma medida de (sua) época, uma medida de (sua) arte

Daniela Silva, doutoranda em Letras da PUCRS

Muita gente recorda poesias aprendidas na infância, que falam de velhas árvores, de um cachorro chamado Plutão ou da história daquele menino que encontra um relógio e sai gritando e pulando contente. Que belo! Que belo! Agora sou gente! Olavo Bilac é o autor de muitos desses poemas, geralmente aprendidas de cor e utilizadas na sala de aula para incutir valores nos estudantes. Saindo do universo da memória, Daniela Silva analisa aqui, do ponto de vista literário, a produção poética infantil deste autor. Logo no início, ela explica o horror que Bilac sentia sobre os valores ensinados às crianças da época, principalmente nos noticiário sensacionalista dos jornais, o que, para ele, significava um retrocesso civilizatório. Mas Daniela não fica apenas nesse tipo de preocupação de Bilac, pois mergulha no que interessa: não nas suas preocupações fora da poesia, mas nos seus poemas destinados ao público infantil, numa perspectiva literária.

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Tigre Inquieto, ponto forte do  periódico, publica artigos sobre algum aspecto particular da poesia para crianças A busca pela identificação e tomada de consciência em A Bolsa Amarela: compreender as diferenças através do imaginário infantil

Sirlene Cristófano, Mestranda em Literatura Cultura e Interartes, Universidade do Porto – FLUP

O texto de Sirlene Cristófano tem por objetivo discutir sobre a utilização da Literatura Infantil enquanto recurso promotor da inclusão social de crianças com necessidades especiais e fazer uma consciencialização, de como a Literatura Maravilhosa desponta a possibilidade de educar para incluir, pois a diversidade encontrada neste tipo de narrativa, abre espaços para vozes excluídas, socialmente. Sirlene entende que a leitura “representa um envolvimento intelectual sensorial e emotivo que ocasionam sentimentos como o medo, desejos, confiança e reflexão. E é esta a experiência inclusiva, no ponto de vista de que é através da linguagem criativa e bem-humorada, que se transporta para a reflexão individual.” A partir desse momento, diz Sirlene, a criança leitora, ao refazer conceitos, liberta-se de angústias, medo, constrangimentos e preconceitos. Ela não fica a mesma nesse processo, mudando cognitivamente. Isso contribui para sua inclusão social, pois propicia sua aceitação, reconstuindo, ao mesmo tempo, a auto-estima daqueles que estão marginalizados do processo de ensino.

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Tigre em Movimento propõe  o  relato de trabalhos práticos com poesia infantil em qualquer nível educacional Uma sala de aula nas asas da borboleta

Elizabeth D’Angelo Serra

Convidada pela editora de Tigre em Movimento , Mari Regina Rigo relata aqui um trabalho que vem desenvolvendo dentro de sala de aula, com estudantes de 7 a 12 anos, da 1ª à 4ª série do Ensino Fundamental.da E.M.E.F. Castelo Branco, de Canoas. Mari é graduada em Letras pela UNILASALLE e fundadora e organizadora da Biblioeca Comunitária da AMORJI II – Espaço Cecília Meireles, além de primeira secretária do Conselho de Cultura e do comitê PROLER, também de Canoas. O trabalho que ela faz com poesia em sala de aula em origem em um projeto maior, chamado “Nas asas da poesia”, que organiza e execua junto com Ancila Dani Marins, e Maria Arlete Kayser dos Santos. As três oferecem oficinas poéticas para professores e alunos de escolas abrangidas pelo Projeto Educação de Jovens e Adultos- EJA, da Secretaria de Educação Municipal de Canoas – RS.

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Cecília Meireles no ciberespaço

Gilsa Elaine de Lima Ribeiro, mestranda do PPGL-UFPB

O editor Miguel Rettenmaier, de Tigres Digital, convidou Gilsa Elaine de Lima Ribeiro para falar sobre a internet como um novo espaço de discussão de poesia infantil.  Gilsa reconhece que existem numerosas páginas sobre o assunto, desde os mais gerais, até os que se dedicam a um gênero ou autor. Preocupada com esse fenômeno, ela traz aqui algumas reflexões que integram sua dissertação de Mestrado em Letras, na Universidade Federal da Paraíba. Gilsa descobre uma Cecília Meireles diferente, digital, vamos dizer assim, circulando, sendo lida, recebida, discutida e apresentada no ciberespaço.   

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Tigre ao Espelho, contribui  com discussões sobre o fazer poético mais amplo, em que a ilustração ou design se institui enquanto uma das vozes importantes da interlocução entre autor e leitor.  O espelho apresentará autores ou ilustradores nacionais e estrangeiros, falando sobre seu trabalho, em entrevistas ou depoimentos Maria Valéria: menina e haikais vermelhos nos fazem parar

Annete Baldi

Maria Valéria Rezende nasceu em Santos/SP, onde viveu até os 18 anos. Em 1965, entrou para a Congregação de Nossa Senhora – Cônegas de Santo Agostinho; tornou-se freira e embrenhou-se pelo interior do Brasil para colocar em prática sua militância contra as desigualdades e injustiças. Dedicou-se sempre à educação popular, inicialmente na periferia de São Paulo. A partir de 1972, mudou-se para o Nordeste, vivendo primeiro em Pernambuco. Reside há mais de 20 anos em João Pessoa (PB).

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Giuseppe Ungaretti para crianças

Sérgio Capparelli

Ungaretti é um dos poetas italianos mais conhecidos e muitos de seus poemas são lidos admirados pelas crianças. Mas quando alguém se interessa pelo que ele escreve, descobre o que os críticos dizem de seus versos: herméticos. E hermetismo vem de hermético, que significa fechado. Existe inclusive a expressão: ele é uma pessoa difícil, muito hermética. Daí a surpresa: se Ungaretti é um poeta hermético, como poderia ser apreciado por crianças, como no seguinte poema intitulado “Notte di maggio” ou “Noites de maio”?

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Tem rei, tem princesa e tem poesia... É poema ou é história?

Ana Klauck

Magrilim e Jezebel em: O rei do abecê, de Fábio Sombra, foi lançado em 2009, pela editora Lê e dá seguimento à saga de Magrilim, um rei-herói cujas aventuras são narradas em versos da mais alta qualidade. (A história desse magrelo começou em 2008, com Peleja do violeiro Magrilim com a formosa princesa Jezebel, também pela Lê). O livro de Sombra (até o nome do autor é poesia!) não é cordel, porque não foi encadernado nem impresso como cordel.

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Anacleto, de Bartolomeu Campos de Queirós

Gabriela Luft*

Em Anacleto, obra publicada pela editora Larousse do Brasil, Bartolomeu Campos de Queirós, expoente da produção literária infantojuvenil, brinca com a musicalidade das palavras. Suas obras, caracterizadas pela prosa poética, lhe renderam significativos prêmios (Selo de Ouro da FNLIJ, Bienal de São Paulo, APCA, Academia Brasileira de Letras, Nestlé, Jabuti e Diploma de Honra do IBBY). Em Anacleto, o leitor depara-se com a história de um garoto esperto, dono do gato Alberto e do pato Norberto.

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Ligia Cademartori conversa com professores

Sérgio Capparelli

As editoras buscam um nome para suas coleções de livros. Ora acertam, ora erram, nessa busca. Há coleções sem poesia. “Ensaios”, por exemplo. A não ser que o título da série diga algo mais, como “ensaios literários”, refinando o foco. E se a opção for “Conversas com o professor?” O livro “O professor e a literatura”, de Lígia Cademartori, joga luz sobre o título da série da Editora Autêntica. Basta ler a primeira página para se dar conta de que se trata realmente de uma conversa.

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O menino que vendia palavras

Marisa Lajolo

Ignácio de Loyola Brandão, paulista de Araraquara, tem nome de santo e não é por aca-so: nasceu no dia de Santo Inácio de Loyola, 31 de julho, em um tempo em que santos católicos inspiravam nomes para recém nascidos. E do nome dele, a nomes alheios, é só um passo: Loyola até hoje se lembra do nome de todas suas professoras: à Dona Lourdes, dona Ruth, Dona Dayse e Dona Noemi dedica O menino que vendia palavras (Objetiva, 2007), livro com que, em 2008, ganhou o maior prêmio brasileiro de literatura, o prêmio Livro do Ano de Ficção da Câmara Brasileira do Livro.

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Nossas publicações acontecerão no dia 15 de novembro, 15 de março e 15 julho de cada ano. Se você quiser receber um lembrete a cada nova edição, preencha, sem qualquer custo, o formulário abaixo.








Tigre inquieto

Publica artigos sobre algum aspecto particular da poesia para crianças. Editores: Sérgio Capparelli, Regina Zilberman e Maria da Glória Bordini.

Tigre ao espelho

Contribui com discussões sobre o fazer poético mais amplo, em que a ilustração ou design se institui enquanto uma das vozes importantes da interlocução entre autor e leitor. O espelho apresentará autores ou ilustradores nacionais e estrangeiros, falando sobre seu trabalho, em entrevistas ou depoimentos. Editora: Annete Baldi

Tigre em movimento

Propõe o relato de trabalhos práticos com poesia infantil em qualquer nível educacional. Editora: Elizabeth D'Angelo Serra


Tigre digital

Ocupa-se de poéticas digitais para crianças, com descrição ou críticas de sites de poesia infantil no Brasil e no exterior. Editor: Miguel Rettenmaier.


Tigre à mesa

Apresenta ou publica críticas à produção editorial do período, dentro da área, tanto em relação a textos de reflexão como a livros, produtos ou espaços de poesia para crianças. Editor: Sérgio Capparelli.


Conselho Editorial
O Tigre Albino tem um Conselho Editorial integrado pelas seguintes pessoas:

Blanca Roig da USC e da LIJMI, Espanha;

Ezequiel Theodoro da Silva, da UNICAMP e da ALB, Brasil;

Isabel Mociño Gonzáles, da USC e da LIJMI, Espanha;

Laura Sandroni, da FNLIJ, Brasil;

Maria Antonieta Cunha, da PUC-MG, Brasil;

Marisa Lajolo, da UNICAMP e Mackenzie, Brasil;

Silvia Castrillon, da Asolectura, Colômbia;

Virgilio López Lemus, do ILL, FAyLUH e AChttp://fayl.uh.cu e ACC, de Cuba.












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