Volume 2 Número 115.11.2008
Editores Sergio Capparelli | Maria da Glória Bordini | Regina Zilberman

ISSN 1982-9434

Um ano de Tigre Albino

No dia 15 de novembro do ano passado Tigre Albino começava sua trajetória como uma revista eletrônica de poesia infantil. O seu objetivo era muito claro: discutir poesia para crianças e jovens. E é isso que ele fez durante todos esses meses, analisando a produção poética brasileira dirigida às crianças, recuperando textos históricos da reflexão acadêmica dentro da área e abrindo janelas para o que se produz fora do país para as crianças.

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Tigre Inquieto, ponto forte do  periódico, publica artigos sobre algum aspecto particular da poesia para crianças Jogo e iniciação literária

Lígia Cademartori Magalhães

O Tigre Albino, na sua proposta de recuperar e tornar acessível textos importantes para o estudo da poesia infantil no Brasil, traz nesta edição Jogo e Iniciação Literária, de Lígia Cademartori Magalhães. O texto é de 1987 mas desde então é uma referência dentro da área. A análise concentra-se no momento decisivo em que a criança entra na escola e se vê diante de tarefas distantes da oralidade vivida até então. Nesse sentido, Ligia Cademartori discute a importância da poesia nessa etapa, construindo uma ponte entre o ludismo infantil e a aqusição de códigos verbais na sala de aula.

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Tigre Inquieto, ponto forte do  periódico, publica artigos sobre algum aspecto particular da poesia para crianças A literatura infantil chinesa da poesia à prosa: Uma história sem espaço à criança

Márcia Schmaltz

Márcia leciona na Universidade de Macau  e traz ao leitor brasileiro um olhar sobre poesia e prosa dirigidas às crianças da China. E o faz com desenvoltura tanto pela sua experiência como professora em universidades chinesas como por ter estudado em Taiwan na sua infância. O que ela apresenta aqui não se baseia porém na memória, mas em um trabalho de pesquisa literária sistemática, localizando, dentro dela, a criança, antes não considerada como indivíduo mas agora passando a ter direito a essa consideração. A autora reconhece que a abertura chinesa possibilitou a profusão de editoras e de publicações voltadas ao público infantil, mas seguindo as regras do mercado e privilegiando os clássicos chineses e ocidentais de caráter educativo.

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Tigre Inquieto, ponto forte do  periódico, publica artigos sobre algum aspecto particular da poesia para crianças A poesia nas escolas da China

Sérgio Capparelli e Sun Yuqi

Capparelli é professor aposentado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e tem vários livros escritos para crianças. Sun Yuqi é estudante da Faculdade de Comunicação Internacional de Nanjing, no sul da China. Nesse artigo, os dois autores discutem o lugar da poesia na escola fundamental e secundária da China, a partir de uma política educacional estabelecendo que cada aluno ao se formar deve saber de cor 70 poemas, a maioria deles da Dinastia Tang (618-907) . Contempla não só janelas poéticas de clássicos como Li Bai, Du Fu ou Li Quingzhao, mas aponta também para mudanças mais recentes, com as novas linguagens. Mostra, de um lado, a existência de uma política clara para a poesia na escola primária e secundária e, do outro, discute em que medida uma poetisa do século VII, Li Qingzhao, ilumina o cotidiano dos adolescentes em temas como amor ou liberdade.

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Tigre Inquieto, ponto forte do  periódico, publica artigos sobre algum aspecto particular da poesia para crianças O humor na poesia infantil brasileira nos versos de Ricardo da Cunha Lima

Gabriela Luft

Formada em Letras e com experiência de quatro anos no Centro de Referência de Literatura e Multimeios da Universidade de Passo Fundo, Gabriela Luft é mestranda em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), área de Estudos Literários, especialidade de Literatura Comparada, e bolsista do CNPq. Neste texto, ela propõe uma análise das obras mais recentes do escritor paulista Ricardo da Cunha Lima para mostrar que, através de poemas marcados pelo humor, ele oferece aos leitores os bastidores do mundo poético, representando uma nova concepção de poesia infantil, marcada pela liberdade criativa e pelo prazer estético.

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Tigre Inquieto, ponto forte do  periódico, publica artigos sobre algum aspecto particular da poesia para crianças A poesia em A Cor das Coisas Findas, de Caio Riter

Cimara Valim de Melo

Doutoranda em Literatura pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), é professora do Complexo de Ensino Superior de Cachoeirinha (CESUCA) e da Rede Pública de Ensino do Rio Grande do Sul. Neste artigo, sua proposta é analisar o livro A cor das coisas findas, do escritor gaúcho Caio Riter, a fim de buscar a poesia contida ao longo da narrativa, seja explícita através dos diversos intertextos que enriquecem a trama, seja oculta em sua prosa poética. Dessa forma, há também a tentativa de refletir sobre as relações entre imaginação e realidade, escrita e memória, através da percepção da forma como o texto manifesta o caráter alado das palavras.

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Tigre Inquieto, ponto forte do  periódico, publica artigos sobre algum aspecto particular da poesia para crianças Quadrinhos: a trajetória de um suporte formador de leitores

Edson Gregory Trescastro

Graduado em Letras pela Universidade de Passo Fundo, é professor de Literatura e Língua Inglesa no Colégio Marista Conceição, em Passo Fundo (RS). Cursa mestrado, com pesquisa em leitura e formação do leitor. Retomando o percurso histórico dos quadrinhos, sugere que estes podem vir a ser um dos primeiros passos na transformação de leitores relutantes em indivíduos que efetivamente encontram fruição na leitura, não apenas nas histórias em quadrinhos, mas também em outros suportes.

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Tigre em Movimento propõe  o  relato de trabalhos práticos com poesia infantil em qualquer nível educacional Poetas da Rede Municipal de Niterói concurso de incentivo à leitura: poesia

Elizabeth D`Angelo Serra

Nádia Enne é membro do Conselho Municipal de Cultura de Niterói e coordenadora de Promoção da Leitura da Fundação Municipal de Educação de Niterói. Considerando que a poesia nos currículos escolares é indispensável para se desenvolver as estruturas lingüísticas, facilitando a produção e a compreensão de outros tipos de textos, ela começou uma experiência que vem tendo sucesso na sua região: um concurso de poesia para incentivar a leitura na Rede Municipal de Educação. Ela diz: "Brincar com as palavras de formas lúdica, sonora, verbal e musical, permitiu que nossos pequenos poetas começassem a ousar, a tornar público seus sentimentos, suas carências, suas ansiedades, suas esperanças, seus sonhos, seus questionamentos e suas indignações".

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Tigre ao Espelho, contribui  com discussões sobre o fazer poético mais amplo, em que a ilustração ou design se institui enquanto uma das vozes importantes da interlocução entre autor e leitor.  O espelho apresentará autores ou ilustradores nacionais e estrangeiros, falando sobre seu trabalho, em entrevistas ou depoimentos Gláucia de Souza: poesia infantil? Não, não existe!

Annete Baldi

Gláucia de Souza tem doutorado em Letras pela PUCRS e já publicou diversos livros de poesia. Poesia para crianças? Não. Poesia, sem adjetivos. Porque para ela não existe poesia infantil, mas poesia. O que pode ocorrer, segundo ela, é a preferência das crianças por assuntos abordados nos poemas e pelo tratamento dado ao livro destinado à infância. Nessa entrevista, ela conta como a poesia começou a fazer parte de seu mundo, como ela começou a fazer parte do mundo da poesia, e faz uma comparação entre a poesia e as artes visuais, para concluir que a escola não tem o papel de formar poetas, mas tem o dever de proporcionar aos alunos a experimentação do fazer poético.

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Nas ondas digitais do cordel

Daniele Cristina Mendes

Miguel Rettenmaier, o editor de Tigre Digital, selecionou um texto de Daniele Cristina Mendes, graduada em Pedagogia e mestranda em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais. Daniele pesquisa a Inclusão de jovens das camadas populares nas práticas de letramento digital. Publicou no ano de 2008, na Presença Pedagógica o artigo Leitura no Meio Digital. É bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais, FAPEMIG, Brasil. Ela oferece ao leitor algumas reflexões em torno da análise do site www.interpoetica.com, no qual são publicados cordéis virtuais, a partir de um trabalho conjunto de internautas.

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Brecht, Neruda, Trevisan, Acioly e Gláucia

A seção Tigre à Mesa desta edição aparece mais encorpada. A começar pelo poeta que escreve para poemas que estamos apresentando: Brecht. Esse poeta alemão, que viveu exilado em diversos países durante o nazismo, especialmente nos Estados Unidos. Tempos difíceis, em que só espinhas dorsais calejadas conseguiam não se curvar. Muitos poemas de Brecht são apreciados pelas crianças. Trazemos aqui, portanto, um Bertolt Brecht diferente, mais terno, mais voltado para a natureza e para a infância. O texto e as traduções dos poemas são de Sérgio Capparelli. Logo a seguir, Ana Cláudia Munari, doutoranda em Teoria da Literatura da PUCRS, discute outro peso-pesado mundial da poesia para crianças, Pablo Neruda. Mais do que resenha, ela faz uma crítica apurada de O Livro das Perguntas, de Neruda, editado pela Cosac-Naify , na tradução de Ferreira Gullar. Outra doutoranda da PUCRS, Daniela Silva, contribui com uma análise crítica de Vamos Aprender Poesia, o último livro de Armindo Trevisan, dividido em três capítulos, cada um deles na forma de “Carta à minha neta”. A primeira fala da “palavra”, a segunda do “ritmo” e a terceira discute a “imagem. E finalmente o Tigre à Mesa reflete sobre diferentes idades de crianças para diferentes poesias, a partir do livro de poemas Bestiário, de Gláucia de Souza.





Bertolt Brecht para crianças

Sérgio Capparelli

Bertolt Brecht foi um poeta e dramaturgo alemão. Ele queria que a arte servisse para transformar o mundo. Era político e pacifista. Enquanto alguns buscavam a boa nova, ele procurava a nova verdade. Uma verdade onde estivessem representados também os pobres e oprimidos. Mas ele também escreveu para crianças? Essa pergunta nos pega de surpresa. Sim, muitos de seus poemas podem ser dirigidos às crianças. Poemas que falam de alfaiates que querem voar, de pipas que cumprimentam aeroplanos, de casas junto ao lago, entre árvores, de ameixeiras que prometem frutos e de ladrões de cerejas que pagam o que roubam com canções. Um Brecht diferente, menos sisudo e mais terno. Um Brecht, enfim, que usa uma linguagem acessível às crianças.

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Um livro sem resposta alguma

Ana Cláudia Munari


Por que lemos poesia? O que ela nos diz?
A que ela nos leva? Perguntas. Perguntas cujas respostas – se é que existem – não são escritas nem ditas em versos. Porque os versos não são para respostas, são justamente para as perguntas. Sobre a definição de poesia, Armindo Trevisan, nada categórico, também interroga: “Será a poesia conhecimento?” “Poesia é prazer?” Ele arrisca dizer que sim, porque é, antes, um leitor. Se nos dá a conhecer o mundo, é porque a poesia nos pergunta sobre o que sabemos, e sobre o que nunca vamos saber.

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Ciranda, cirandinha, vamos aprender poesia?

Daniela Silva

Vamos todos cirandar. Quem faz o convite é Armindo Trevisan. Poeta e professor de História da Arte. A destinatária primeira da intenção é sua neta Ingrid. Depois dela, dedica o livro publicado pela AGE em 2008 aos netos de Ivone e do professor e pesquisador da memória Iván Izquierdo. Por último, não menos importantes contudo, endereça-o a todos os demais netos do Brasil: crianças, pré-adolescentes e adolescentes.

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A poesia para crianças de quatro anos é poesia?
A criança de 14 anos que lê poesia é criança?

O leitor não encontrará aqui uma resenha tradicional do livro de Karen Acioly, Os Bichos, e do livro de Gláucia de Souza, Bestiário. Não é uma resenha tradicional porque os dois tratam de poesia. E como se aplica, na escola, a expressão jogo poético, para a prática da poesia na sala de aula, o leitor encontrará aqui jogos de resenha.
Aparentemente os títulos dos dois livros parecem se complementar, já que um trata de bichos, que o dicionário registra também como besta, e outro de Bestiário, que sugere uma coleção de bichos. Acontece aí o primeiro engano.

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Nossas publicações acontecerão no dia 15 de novembro, 15 de março e 15 julho de cada ano. Se você quiser receber um lembrete a cada nova edição, preencha, sem qualquer custo, o formulário abaixo.








Tigre inquieto

Publica artigos sobre algum aspecto particular da poesia para crianças. Editores: Sérgio Capparelli, Regina Zilberman e Maria da Glória Bordini.

Tigre ao espelho

Contribui com discussões sobre o fazer poético mais amplo, em que a ilustração ou design se institui enquanto uma das vozes importantes da interlocução entre autor e leitor. O espelho apresentará autores ou ilustradores nacionais e estrangeiros, falando sobre seu trabalho, em entrevistas ou depoimentos. Editora: Annete Baldi

Tigre em movimento

Propõe o relato de trabalhos práticos com poesia infantil em qualquer nível educacional. Editora: Elizabeth D'Angelo Serra


Tigre digital

Ocupa-se de poéticas digitais para crianças, com descrição ou críticas de sites de poesia infantil no Brasil e no exterior. Editor: Miguel Rettenmaier.


Tigre à mesa

Apresenta ou publica críticas à produção editorial do período, dentro da área, tanto em relação a textos de reflexão como a livros, produtos ou espaços de poesia para crianças. Editor: Sérgio Capparelli.


Conselho Editorial
O Tigre Albino tem um Conselho Editorial integrado pelas seguintes pessoas:

Blanca Roig da USC e da LIJMI, Espanha;

Ezequiel Theodoro da Silva, da UNICAMP e da ALB, Brasil;

Isabel Mociño Gonzáles, da USC e da LIJMI, Espanha;

Laura Sandroni, da FNLIJ, Brasil;

Maria Antonieta Cunha, da PUC-MG, Brasil;

Marisa Lajolo, da UNICAMP e Mackenzie, Brasil;

Silvia Castrillon, da Asolectura, Colômbia;

Virgilio López Lemus, do ILL, FAyLUH e AChttp://fayl.uh.cu e ACC, de Cuba.












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